A Suíça Paulistana – A História do Bairro da Pompeia

Até o final do século XIX a cidade de São Paulo era composta, prioritariamente, por chácaras. Tais espaços eram comprados pela elite paulista e cumpriam a função dupla de ser um local para produção agrícola e, também, a residência dessas pessoas. Com a chegada dos anos de 1900 e, também, com a mudança da cara da cidade de São Paulo, foi preciso lotear e vender essas chácaras com o objetivo de industrializar a cidade.

É exatamente nesse período, entre os séculos XIX e XX, que começam a surgir os bairros mais antigos da nossa cidade. Na década de 1910, Rodolpho Miranda, dono da Companhia Urbana Predial, compra uma grande porção de terras entre a Água Branca e a Lapa visando a construção de um bairro para a classe média paulista. Em homenagem à sua esposa, Aretusa Pompéia, Miranda resolveu batizar o loteamento da Villa Pompéia. Vale, também, a curiosidade de que, pela altitude da região, seu ar puro e clima ameno, Rodolpho apelidou a Villa Pompéia de “Suíça Paulista”.

A capelinha erguida em homenagem no ano de 1922. Foto pertencente ao Acervo da Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Pompeia.
A capelinha erguida em homenagem no ano de 1922. Foto pertencente ao Acervo da Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Pompeia.

Pouco depois do início da ocupação da região, uma combinação de fatos ajudaria consolidar um dos pontos turísticos da região: a Capela de Nossa Senhora do Rosário de Pompéia. No ano de 1920, o casal Cláudio de Souza e Luíza Leite de Souza partiu da cidade de São Paulo com destino a cidade histórica de Pompéia, na Itália.

O objetivo deles era chegar ao Santuário de Nossa Senhora do Rosário onde foram rezar pela cura da filha que estava muito doente. Ainda na Itália, o casal recebeu a notícia de que a pequena estava melhorando e que havia diagnósticos positivos para cura total. Ao voltar ao Brasil, constataram que a filha estava totalmente recuperada e, em homenagem à santa que os ajudou, ergueram a uma capela no loteamento de Villa Pompeia com o nome de Nossa Senhora do Rosário.

Armazém da Família Bombarda na Rua Coronel Melo de Oliveira, na Pompeia, na década de 1930. A imagem pertence à coleção de José Luiz Figueiredo.
Armazém da Família Bombarda na Rua Coronel Melo de Oliveira, na Pompeia, na década de 1930. A imagem pertence à coleção de José Luiz Figueiredo.

No ano de 1923 a capela foi entregue aos padres da Ordem de São Camillo de Léllis que haviam chegado ao Brasil nessa mesma época. A partir de 1928, uma nova igreja foi construída no lugar da humilde capela e, quando entregue, teve seu nome alterado para Nossa Senhora do Rosário da Pompeia, em 1939.

O Povoamento Do Bairro

A Pompeia, inicialmente, foi povoada por italianos, portugueses, húngaros, espanhóis e franceses, formando uma multicultura na região. Essa miscigenação só aconteceu por devido à malha ferroviária que corria junto ao Rio Tietê.

Diversas empresas se instalaram na região e, com isso, os operários começaram a morar no seu entorno. As empresas mais importantes a se fixar no local foram: Indústrias Reunidas Matarazzo, Fábrica de Vidros Santa Marina, a Companhia Melhoramentos, o Curtume Franco-Brasileiro, a White Martins e a Fábrica de Tambores dos Irmãos Mauser.

A partir da chegada dessas empresas, o bairro da Pompeia se tornou multitarefas, com seus moradores se tornando especialistas em vários ofícios. A maior dificuldade nessa década de 20 era, como hoje, os transportes, que obrigavam os trabalhadores a andar vários quilômetros por dia para cumprir suas obrigações e voltar para casa. Essas longas distâncias, aliás, abriram uma brecha para novos modelos de negócio na região.

Como o bairro, naquela época, era muito distante das zonas mais desenvolvidas, como o Centro e a Lapa, diversos serviços faltavam por ali. Não era comum ver empórios, pequenas lojas, armazéns e, até mesmo, barbeiros trabalhando por ali. Com a chegada das indústrias e o aumento da população da região, esses serviços lentamente foram chegando e começaram a melhorar a situação da localidade.

Avenida Pompéia em 1947.
Avenida Pompéia em 1947.

Os imigrantes que chegavam à região possuíam, em sua maioria, habilidades manuais bastante desenvolvidas e, assim, começaram a construir suas próprias residências. Diversos e belos palacetes surgiram na região, sempre tendo como base a influência arquitetônica apresentada pelas casas da Avenida Paulista.

A influência da família Matarazzo mereceria um capítulo à parte na história da Pompeia já que, nesse importante bairro, a principal indústria daquele império foi erguida no terreno onde hoje está o Shopping Bourbon, lugar em que até o meio dos anos 90 ficava o Shopping Matarazzo.

42 comentários em “A Suíça Paulistana – A História do Bairro da Pompeia

  • 23 de setembro de 2015 em 10:11
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    bairros antigos de Sampa me interessam.

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  • 23 de setembro de 2015 em 11:17
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    O PRIMEIRO SAMBA ENREDO DA POMPÉIA FOI ESSE…….anos 60 a 70
    QUEM DISSE QUE SÓ CARIOCA FAZ O SAMBA….
    QUEM DISSE QUE EM SÃO PAULO NÃO TEM BAMBAS….
    POIS VENHAM VER NO BAIRRO ONDE EU MORO…..
    QUE O SAMBA TAMBEM É DA PAULICÉIA…….
    VENHAM VER O SAMBA NA VILA POMPÉIA

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    • 23 de setembro de 2015 em 11:30
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      Que bela curiosidade! Obrigado por compartilhar com a gente!

      Abraços!

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  • 23 de setembro de 2015 em 11:30
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    Primeiro samba enredo da
    Vila Pompéia anos 60…….COMUNIDADE DAVILA VITÓRIA……
    quem disse que só carioca faz o samba…..
    quem disse que em São Paulo não tem bambas….
    pois venham ver no bairro onde eu moro……
    que o samba tambem é da paulicéia……
    vem ver o samba na VILA POMPÉIA…………………………………………….

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  • 24 de setembro de 2015 em 23:20
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    A última foto é da rua Cajaiba, um conjunto de sobrados construídos por Artacho Jurado.
    Faz esquina com a Av. Pompéia.

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    • 5 de dezembro de 2016 em 23:10
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      Exatamente o ponto no trecho que segue. Para a Heitor Penteado UMA quadra após a Igreja

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  • 24 de setembro de 2015 em 23:27
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    A primeira foto é que é a Av. Pompéia.

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    • 5 de dezembro de 2016 em 23:12
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      QUEM TE CONHECE NÃO ESQUECE JAMAIS . No seu trecho com a Heitor Penteado
      SALVE A VILA POMPÉIA !!!!

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      • 23 de março de 2017 em 13:21
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        esse trecho da primeira foto é aonde termina a descida do tobogã, o posto de gasolina existe ate hoje.

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  • 11 de abril de 2016 em 11:25
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    É… o que mais tinha/tem mesmo, é aspeto de Suiça!!! LOL

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    • 1 de janeiro de 2020 em 22:16
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      E e o bairro onde nasceu o Rock
      The Rebels,Rita Lee e outros

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  • 5 de dezembro de 2016 em 23:06
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    A Vila Pompéia sub distrito das Perdizes foi aonde nasci EM 1954 e fui bem criado
    AMO esse LUGAR MUITO ESPECIAL .

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  • 20 de março de 2017 em 03:28
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    Olá, tudo bem?

    Belo texto e conteúdo muito rico! Obrigada!

    Gostaria de saber quais são as fontes das informações, como bibliografia, para que eu possa acelerar o aprofundamento do estudo!

    Abraços,

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  • 23 de março de 2017 em 17:35
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    Meu Avô Antonio Bindi teve onde é a igreja da pompeia nos anos de 1901ate a abertura da vla de pomeia no ano de 1912 veio a fazer a suas atividades comerciais,com armazém e tbm a leiteria nas rua Dr. Miranda de Azevedo junto com a Rua Guiara.

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  • 26 de junho de 2017 em 15:20
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    Em 1954 cursava filosofia à noite na Maria Antônia e trabalhava no escritório de uma serraria da qual meu pai era sócio, no Ipiranga. Tinha uma namorada que estudava na Pompéia e ia para lá, dia sim dia não, de ônibus em sua companhia, sentávamos e ficávamos enlevados de mãos dadas, o máximo que era permitido nos namoros em público de então. Ao chegarmos ao destino, ela se dirigia à escola e eu ficava esperando-a, no silêncio da igreja da Av. Pompéia, estudando. Hoje, a história seria outra, mas deixaria lembranças mais felizes?

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  • 28 de junho de 2017 em 07:32
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    Nasci e me criei na Av Pompéia…tenho amigos até hoje,da turma que tinhamos no bairro…amo a Pompéia e tenho saudades imensas daquela época de menino! Gostaria muito de voltsr a morar lá!!

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  • 30 de junho de 2017 em 17:36
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    Morei na av. Pompéia em frente a rua Coari e do terraço da garagem via esse final do Tobogã a partir da Igreja. Nasci na Ministro Ferreira Alves quase esquina com a av. Pompéia e essa Igreja viu de tudo da
    minha familia. Casamentos, batizados, crisma, 1ª comunhão, missa de 7º dia etc etc etc…. Ainda tenho parentes morando no entorno. Muito legal o início do Bairro.

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  • 10 de novembro de 2017 em 21:29
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    Nasci na Rua Cajaiba, ao lado do Wilson sapateiro,e em frente da casa da família Bonafé, quanta saudades desse bairro maravilhoso,de uma infância feliz,gostaria de morar novamente lá.

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    • 11 de fevereiro de 2019 em 15:58
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      José Renato é meu sobrinho. Eu sou João Baptista Bonoro, nasci na mesma casa, dez anos antes. Tenho saudades da Vila Pompeía, onde me criei. Fiz o primeiro ano primário no antigo Grupo Escolar Miss Browne da Av.Pompéia, que fechou em 1947/48. Tive que terminar o primario no Grupo Escolar Clovis Bevilacqua (Vila Anglo Brasileira). Cursei também o Ginasio Conselheiro Laffayette na Av.Alfonso Bovero. Me casei na Igreja NS do Rosário. Após isso mudei de bairro

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      • 14 de novembro de 2019 em 19:44
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        Olá João Batista. O Grupo Escolar Miss Browne fechou em 47/48 mas foi reativada com o nome EEPG MISS BROWNE e estudei lá nos anos 77 -79. Dai fui para o EEPG Brig Faria Lima, inicialmente.na Av Prof Alfonso Bovero, canto com Cotoxó (Hoje Bradesco) e depois em sede própria na rua Cajaíba, em frente à rua Paris.

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  • 11 de novembro de 2017 em 06:08
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    Maravilhoso. Amo São Paulo. Morei no aprazível bairro de Vila Mariana. Até hoje tenho saudades. JJ.

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  • 9 de setembro de 2018 em 23:54
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    Olá, pessoal. Boa noite
    Adorei o conteúdo!
    Alguém poderia indicar, uma pessoa que morou na Pompéia por muitos e muitos anos ( uma lenda ), pode ser alguém considerado importante. uma banda, alguém que trabalhe na escola nossa senhora do rosário etc…e que está aberto para fazer um documentário radiofonico para trabalho acadêmico? Seria uma gravação de 15 minutos. Please.

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    • 8 de agosto de 2019 em 08:15
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      Olá! Desculpe, só li o artigo sobre o bairro e o seu comentário/solicitação por esses dias.
      Se você pesquisar algo na Internet sobre a famosa e importantíssima banda dos Mutantes, vai constatar que os seus fundadores e principais “cabeças”, os irmãos Arnaldo Batista e Sérgio Dias, nasceram, cresceram e criaram o grupo na casa da família, na R. Venancio Aires, coração da Pompéia. Logo no começo, a não menos famosa Rita Lee se juntou à banda na sua fase mais conhecida, nos anos 60. Se ainda for do seu interesse, há também um ótimo livro sobre eles, chamado “A Divina Comédia dos Mutantes”, que pode ser encontrado em sebos.

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    • 1 de janeiro de 2020 em 19:27
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      A pessoa que vc procura chama-se Francisco Netto tem grande importância na história da querida Vila Pompéia

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  • 20 de junho de 2019 em 09:55
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    A Vila Pompéia era ótima. A qualidade de vida despencou com a instalação dos dois shoppings e do Allianz, trazendo sujeira, barulho e interdição de ruas. Pobres dos moradores.
    Vivi 64 anos na Vila Pompéia, mas, no começo de 2019 tive de me mudar para me afastar dessa agressão aos moradores.

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  • 1 de agosto de 2019 em 10:43
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    Nasci na rua Coari e ali vivi por dezenove anos,amo esse lugar,a feira de sábado,tudo tão pertinho,o bar do seu Chico,se pudesse,voltaria pra lá

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  • 2 de agosto de 2019 em 17:17
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    Eu também nasci, estudei e trabalhei na Pompéia até terminar o segundo grau. Moramos no final da Av. Pompéia (depois do descidão) e depois nos mudamos para Dr. Miranda de Azevedo e moramos em duas casas diferentes. Hoje quando tenho que ir pois tenho amigos e familia no bairro, me bate saudades e tristeza. Saudades das árvores, e dos pequenos jardins que toda casa tinha, podia-se estacionar em qualquer um dos lados à vontade. Todo mundo se conhecia e o lugar era tranquilo, não havia roubos, era limpo, organizado e silencioso. O melhor de tudo mesmo é que não havia um só prédio. Conseguem imaginar um cantinho desses sem nenhum prédio??? Isso era uma compensação pelo fato da condução ser tão horrível. Hoje continua ruim de transporte e virou um inferno.

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  • 2 de agosto de 2019 em 19:33
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    Minha mãe Laís Bevilacqua morou na Rua Venâncio Aires 655, entre os anos de 1942 e 1950. Formou-se professora no Colégio Santa Marcelina que ficava no bairro vizinho das Perdizes. Me disse que a sua casa era envolta por uma grande chácara cujos ocupantes plantavam milho. Na época da colheita faziam grande quantidade de curau que era distribuído para os vizinhos. Contou-me que em frente da sua casa residia uma cartomante, sra Josefina que era muito famosa e muito procurada. Tinha varios filhos e todos foram criados com os serviços exotéricos. Lembrou do Clube Palmeiras que fazia fundos para a Rua Turiassu. Finalmente Me relatou que o único problema do bairro é que no Largo Pompeia ocorriam enchentes terríveis.

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  • 3 de agosto de 2019 em 10:38
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    Minha familia ajudou em quermesses para construção da Igreja. Moravam na Av Professor Alfonso Bovero, Adolfo Martini meu avô, tinha comercio, minha avó era costureira e minhas tias, professoras de piano e canto, Esther e Marina Martini. Moramos na Rua Tucuna, frequentamos o Colegio Sagrado Coração de Jesus, Zuleika de Barros e tambem o Clube Palestra Italia

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    • 14 de novembro de 2019 em 19:51
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      Que lindo isso. Moro em Manaus hoje mas a Profa Marina foi a que ensinou piano à minha irmã Patricia. Eu a levava toda tarde à casa dela na Alfonso Bovero em frente ao Pão de Açucar. Minha irmã e meu pai ainda moram no bairro, na Avenida Pompéia onde eu mesmo morei ate os anos 80 e Augusto de Miranda, respectivamente

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    • 1 de janeiro de 2020 em 19:28
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      Cara Marina. A sua tia Esther lecionava piano? Tinha um apelido? Obrigado

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  • 4 de agosto de 2019 em 01:33
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    Nasci na Venâncio Aires em 1943 é com 3 anos mudei para a casa que minha avó tinha construído há tempos na Av Pompéia. Consta que essa casa foi a terceira construída na avenida .Fica no número 819,entre a Desembargador do Vale e a Coronel Melo de Oliveira. Tenho gratas recordações desse tempo.

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  • 4 de agosto de 2019 em 07:50
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    Moro, com muito prazer e há apenas 10 anos, no final da V. Pompéia, perto do famoso “tobogã” da sua avenida principal. Ainda é uma das poucas áreas que ainda conserva um pouco daquele jeitão dos bairros de antigamente, com predominância de pequenas casas (boa parte geminadas), pequeno comércio, bares e vizinhos batendo papo nas calçadas. Infelizmente, na realidade não se vê mais crianças brincando na rua, dado o tráfego relativamente intenso mesmo nas vias menores e menos importantes.
    No mais, com o crescimento do bairro e a retomada do processo de verticalização, o seu processo de degradação (ou desenvolvimento/modernização?) segue avançando com força, para o bem e para o mal! Para o bem, ao menos, a região presencia um amplo leque de novas atrações de lazer, com o surgimento recente de bares, padarias “alternativas” e restaurantes bem legais e conceituados, feiras de arte e centros de cultura, lojas “descoladas”, etc.
    Como o comentário já ficou looongo demais, e meio bajulador, nem dá mais pra fazer a minha principal crítica à V. Pompéia: há palmeirenses demais, tá loko!!!

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  • 6 de agosto de 2019 em 04:59
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    Que maravilha lembrar de nossa infancia neste bairro abencoado. Estou com 73 anos e a lembranca da Pompeia continua viva e cheia de alegria. Lembro-me da igreja aos domingos onde meu pai Dr. Francisco de Paula Xavier um catolico fervoroso levava a familia para missa. Ele as quartas feiras dedicava aos pobres na Policlinica Sao Camilo…era um medico casado com uma professora (minha mae Cynira Alves de Paula Xavier) e faziam um par fantastico, Gracas a Deus. Criaram os 5 filhos na raca e passaram para nos tudo de bom….Faz tempo que nao vou ao Brasil, no entanto a lembranca da Pompeia me deixa muito alegre………….Temos historia do lugar para escrever um livro certamente.
    Um grande abraco e parabens pelo trabalho feito com muito carinho.
    Luiz Xavier

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    • 18 de setembro de 2019 em 14:00
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      EU MORAVA NA RUA MORRO AGUDO, E ESTUDEI DESDE DO PRÉ PRIMÁRIO ATÉ O 3º COLEGIAL NO COLÉGIO DAS NAÇÕES QUE FICAVA NA ALTURA DO Nº 1.500 DA AVENIDA POMPÉIA, TAMBÉM FAZIA JUDÔ NO ISSHI, UM POUCO PARA CIMA DO COLÉGIO, NO TOBOGÃ. TAMBÉM FREQUENTEI MUITO AS FEIRAS AOS SÁBADOS NA RUA COARI, TEMPOS BONS QUE NÃO VOLTA MAIS. NA RUA BARÃO DO BANANAL HAVIA UM BAR ONDE A DONA FAZIA BOLO DE ANIVERSÁRIO PARA VENDER QUE ERA SHOW DE BOLA, O FILHO DELA ESTUDOU COMIGO NO PRIMÁRIO E CHAMAVA MARCO ANTONIO.

      Resposta
  • 18 de setembro de 2019 em 13:55
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    EU MORAVA NA RUA MORRO AGUDO, E ESTUDEI DESDE DO PRÉ PRIMÁRIO ATÉ O 3º COLEGIAL NO COLÉGIO DAS NAÇÕES QUE FICAVA NA ALTURA DO Nº 1.500 DA AVENIDA POMPÉIA, TAMBÉM FAZIA JUDÔ NO ISSHI, UM POUCO PARA CIMA DO COLÉGIO, NO TOBOGÃ. TAMBÉM FREQUENTEI MUITO AS FEIRAS AOS SÁBADOS NA RUA COARI, TEMPOS BONS QUE NÃO VOLTA MAIS. NA RUA BARÃO DO BANANAL HAVIA UM BAR ONDE A DONA FAZIA BOLO DE ANIVERSÁRIO PARA VENDER QUE ERA SHOW DE BOLA, O FILHO DELA ESTUDOU COMIGO NO PRIMÁRIO E CHAMAVA MARCO ANTONIO.

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  • 30 de setembro de 2019 em 13:47
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    tenho hoje 80 anos e nasci neste lindo bairro, na rua dr ribeiro de barros no qual de um lado eram residências e de outro era uma chácara ai lado do córrego da agua preta. frequentava o colégio clovis bevilacqua na rua mundo novo e cheguei também a estudar no colégio lafayete na Alfonso bovero. a foto do empório Bombarda me encheu de emoção, pois era onde fazíamos as comprars de tudo o que precisávamos e era tudo anotado em ema caderneta e pago pontualmente todo final do mês, assim que meu pai recebia o salario e cimo premio recebia uma caixa de goiabada. o local existe la ate hoje, porem e outro tipo de comercio.

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  • 15 de novembro de 2019 em 23:20
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    Meu pai nasceu e viveu na Pompeia ate seus 40 anos depois mudou..
    Ele estudou no grupo miss browne …
    meu bisavó era o famoso Manoel Casaquinha que tinha armazem no bairro

    Mostro as fotos antigas e ele diz ” o tempo bom”

    Voltamos a morar ai em 2007 onde eu tambem tive o prazer de fazer meu 3° colegial no miss browne tb

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  • 21 de novembro de 2019 em 08:45
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    Saudosa Vila Pompéia! Morei nesse querido bairro entre 1941 até 1.949. Eram tempos
    bicudos. Em pleno desenrolar da Segunda Grande Guerra Mundial, nós os moradores
    da região, tínhamos dificuldades no abastecimento de gêneros alimentícios, principalmente,
    o pão, porque a farinha era racionada, escassa, devido as dificuldades dos transportes marítimos,
    e em consequência havia as famosas fila do pão, onde a população se via na obrigação de ficar
    a noite toda na fila da padaria para adquirir apenas um único filão de pão e quatro tabletes de açúcar
    mascavo e um litro de leite. A gasolina também estava racionada e os automóveis eram movidos
    a gasogênio.

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  • 22 de novembro de 2019 em 08:50
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    Nada a ver com a Suiça, coisa burguesa de se dizer, inclusive qdo funcionavam as fábricas Matarazzo o ar era insustentável…

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  • 31 de dezembro de 2019 em 01:35
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    Gosto mto da região! Parabéns pela matéria!

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  • 2 de janeiro de 2020 em 16:44
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    Morei na Pompeia de 1947 a 1961. Av. Pompeia, rua Tucuna e Alfonso Boveri, joguei muita bola e nadei na várzea do Teleco, para chegar lá passávamos por baixo da linha férrea ( cano de esgoto). Criamos o Big Boys Clube, onde tínhamos o futebol e os domingos dançantes. Normalmente na casa do Romeu Benvenute(restaurante Papai) o irmão Nenê já tocava bateria e depois veio a ser um dos INCRiVEIS.
    Muita saudades! Estudei no Externato Rangel Pestana, ZULEICA DE Barros e Lafayette .

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