Armando de Arruda Pereira – O Primeiro Defensor do Metrô Paulistano

Armando de Arruda Pereira era filho do comendador Armando Rosa Pereira e Evelina Augusta Arruda. Nascido na cidade de São Paulo, em setembro de 1889, ele foi um grande engenheiro e político paulistano.

Realizou seus estudos primários na Escola Americana e na Escola Modelo Caetano de Campos, as duas em São Paulo. Logo após se formar nessas instituições, ele foi para Gênova, na Itália, complementar seus conhecimentos.

Voltando ao Brasil, concluiu o curso ginasial no Ginásio Nogueira da Gama, em Jacareí, São Paulo.  Na Inglaterra, estudou no Seafield College Crofton e na Universidade de Birmingham, no curso de engenharia. Aos 20 anos, nos Estados Unidos, graduou-se em engenharia civil pela New York University School of Applied Science.

Sua vida foi dividida em diversos ofícios. Ele foi: engenheiro, empresário, sociólogo, historiador, político e rotariano. Patriota, serviu como soldado da causa de São Paulo, na Revolução Constitucionalista de 1932. Em 1945, fundou a Cia. de Refrigeração Industrial Cinara e a Cia. de Gelo Industrial Gelinda, em Santos. Foi um dos idealizadores do Sesi e do Senai, os quais presidiu.

Também foi presidente da Fiesp e dirigiu várias entidades de classe. Foi precursor da participação de funcionários nos lucros anuais. Ingressou no Rotary Club de São Paulo em dezembro de 1930 e ocupou vários cargos até 1940, quando chegou à presidência do Rotary International, sendo o primeiro brasileiro e sul-americano a ocupar esse cargo, tendo como lema: “Mais clubes, mais amigos”.

Impedido de visitar os clubes por causa da guerra, percorreu as três Américas empunhando o objetivo do Rotary, em missão humanitária. Nomeado pelo governador Lucas Nogueira Garcez, exerceu a prefeitura de São Paulo de fevereiro de 1951 a abril de 1953.

Construiu inúmeras escolas, galerias de águas pluviais para evitar enchentes e pavimentou ruas da cidade. Concebeu o começo das obras do Parque do Ibirapuera, que seria inaugurado em 54,  onde criou o primeiro planetário da América do Sul.

Além disso, é do seu governo a obra que concebeu o mausoléu abaixo do Monumento do Ipiranga, onde repousam os restos mortais da Imperatriz Leopoldina, transladados do Rio de Janeiro, e do Imperador D. Pedro I, trazidos de Portugal, pelo então Presidente Américo Tomás.

Durante o seu governo, Arruda foi um grande defensor da construção do Metrô. Para ele, a o número da população da cidade estava chegando ao limite e era necessário que a intervenção fosse feita “custe o que custar”, independente da dívida da prefeitura. O engenheiro acabaria falecendo em 18 de março de 1955. Hoje, o engenheiro empresta seu nome a uma importante via da zona sul de São Paulo.

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