O Mais Rápido Dos Paulistanos – Ayrton Senna da Silva

Ayrton Senna da Silva nasceu na cidade de São Paulo no dia 21 de março de 1960. Era filho de Milton da Silva e Neide de Senna da Silva, um casal unido que sempre atendeu as necessidades dos filhos. Como todas as crianças da sua idade gostava de jogar bola na rua e de caçar passarinhos. Quando fez quatro anos teve a sorte de receber, como presente do pai, um Kart.

Começou a estudar no Colégio do Bairro. Depois iria para o Colégio Rio Branco, em 1970, para cursar o antigo ginásio em 1978, então com 18 anos. Nesse meio tempo, ele entraria oficialmente nas pistas, em 1973, durante o campeonato brasileiro de kart. Venceria facilmente essa corrida que aconteceu no dia 1° de julho.

No ano de 1980 ele venceu o campeonato sul-americano de kart e ficou com o vice-campeonato mundial da mesma modalidade. E isso tudo era apenas o começo. Em 1981 já disputava a Fórmula Ford 1.600, pela equipe Van Diemen. O resultado foi épico, campeão por antecipação.

Em 81 o paulistano venceria os campeonatos europeu e inglês da tradicional Fórmula Ford 2.000. O próximo degrau? A Fórmula-3 inglesa. Correndo pela Ralt-Toyota, Senna protagonizou grandes duelos com o inglês Martin Brundle e venceria o campeonato no final daquele ano.

A partir daí Senna teria suas primeiras experiências com um Fórmula 1. Após vencer o Grande Prêmio de Macau de F-3, Ayrton começou a testar uma Williams FW 08C, em Donington Park. Ainda testaria uma Brabham e uma McLaren, antes de fechar contrato com a modesta equipe Toleman Hart Turbo, para disputar a fóruma 1 em 1984.

Ele foi o 14° piloto brasileiro a disputar o Mundial de Fórmula 1. Sua primeira temporada não foi das melhores, conseguindo dois segundos lugares em Mônaco e Portugal, mas já era possível observar que ali morava um talento nato para as corridas.

Seu primeiro grande prêmio foi em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, realizado no dia 25 de março de 1984. Com problemas, Ayrton abandonou a prova na 8° volta. Mas nada o impediria de continuar. Em 1985, já na Lotus, ele venceria suas duas primeiras provas em Portugal e na Bélgica, respectivamente. Além disso, foi dono de sete pole positions.

Tudo isso foi a base do seu primeiro título mundial, que viria em 1988., com a McLaren. Foi um resultado épico, resultado de batalhas acirradas e emocionantes com o francês Alain Prost. Senna venceria 8 das 16 provas naquele ano. Além disso, conseguiu 13 pole positions.

No dia 30 de outubro, no GP do Japão, em Suzuka, Senna faria uma de suas corridas mais lembradas. Largando em último lugar e debaixo de chuva, ele começaria a ultrapassar todos os pilotos, chegando na segunda posição atrás de Prost. Sem tomar conhecimento do companheiro, o ultrapassou e venceu a temporada faltando uma corrida para o fim do calendário da Fórmula 1.

O bicampeonato viria em 1990. Seria o troco do brasileiro no seu rival francês, que um ano antes havia vencido o campeonato de forma pouco ética. Naquele GP, o francês “fechou a porta” quando Senna, nas voltas finais, tentou ultrapassá-lo. Houve o choque e os dois saíram da pista. Senna ainda voltou ajudado pelos comissários, mas acabou desclassificado.

Um ano depois Senna deu o troco na mesma moeda e local. Prost precisava da vitória para levar a decisão para o último GP, na Austrália, e também não podia provocar um incidente com Senna, já que desta vez o prejuízo seria seu. O suspense durou menos de dez segundos.

A Ferrari do francês, que largou na segunda posição do grid, conseguiu tomar a dianteira, mas Senna forçou o carro e entrou por dentro na tomada da primeira curva.

A roda direita traseira da Ferrari tocou na dianteira esquerda da McLaren e os carros saíram da pista, fazendo uma imensa nuvem de areia. A corrida não foi paralisada e Ayrton conquistava o bicampeonato mundial de F-1.

Em 20 de outubro de 1991, Senna seria tricampeão mundial. Novamente em Suzuka, no Japão, palco de suas 3 conquistas. Ayrton tinha pela frente ninguém menos que Nigel Mansell, da Williams.

Mas a ansiedade não duraria muito tempo, com 10 voltas Mansell abandonou a prova, com problemas nos freios, e Senna comemorou o tricampeonato. Nessa corrida, como forma de companheirismo Senna deixaria seu colega de equipe, Gerhard Berger, passar para vencer sua primeira corrida na Fórmula 1.

Ayrton Senna em sua galeria de vitórias tem uma marca muito especial. O brasileiro venceu simplesmente o GP de Mônaco seis vezes e virou o “rei de Mônaco”. Nas temporadas de 87, 89, 90, 91, 92 e 93, ele deu show e banho de champanha na família real, quebrando o protocolo mais de uma vez.

Ayrton Senna conquistou a primeira vitória em casa em 1991, no dia 24 de março, no autódromo de Interlagos, em São Paulo. Naquele GP, Senna terminou a prova apenas com a sexta marcha de sua McLaren.

Mesmo com uma única marcha, o piloto brasileiro conseguiu manter a média de 1min25s por volta. Isso foi registrado e comprovado pelas câmeras de TV instaladas em seu carro. O esforço foi tanto para completar a prova que Senna teve de ser ajudado para sair do carro ao final da corrida.

No GP de 28 de março de 1993, no Brasil, em Interlagos, Ayrton Senna conseguia sua segunda vitória em casa, a 37ª na carreira e a 31ª na equipe McLaren. Nesta corrida, o rival Alain Prost liderava e, quando começou a chover forte, o francês não trocou os pneus, bateu em Christian Fittipaldi e saiu da corrida.

Senna então aproveitou e foi ganhando posições até ultrapassar o inglês Damon Hill para assumir a liderança e vencer o GP. Foi uma vitória inesquecível que mereceu uma comemoração inédita: pista invadida pelos torcedores e Senna carregado pela multidão. O piloto brasileiro foi simplesmente arrancado do carro e comemorou a vitória nos braços da eufórica e imensa torcida brasileira presente em Interlagos.

Senna viria a falecer no dia 1° de maio de 1994. No Grande Prêmio de San Marino, realizado em Ímola, na Itália, Senna realizava a terceira corrida pela equipe Williams, considera a mais forte do campeonato.

Durante os treinamentos para o GP, Senna havia reclamado das condições de segurança da pista. Nos treinos livres da sexta-feira, o também brasileiro Rubens Barrichello, então piloto da Jordan, sofreu forte acidente no circuito e precisou ser hospitalizado.

O piloto da Williams visitou Barrichello no hospital e chegou à conclusão de que a pista não apresentava condições de segurança suficientes para os pilotos. A confirmação ocorreu nos treinos classificatórios do sábado.

Com a pole position confirmada, Ayrton Senna e todo o mundo observou o acidente envolvendo o austríaco Roland Ratzenberger, que corria pela pequena Simtek. A gravidade da batida provocou a morte do piloto e comoção geral entre os pilotos. Porém, todos, inclusive Senna, concordaram em correr no domingo. Foi a última corrida de Senna.

Liderando a corrida desde o início, Senna tinha certa vantagem aos demais corredores quando ocorreu a entrada do carro de segurança na pista, devido a um acidente sem gravidade.

Na retomada da prova, Senna, que já havia feito a volta mais rápida durante a corrida, passou a quase 300km/h na curva Tamburello, onde se chocou ao muro e foi atingido pela barra de direção do próprio carro, que perfurou o capacete do brasileiro.

No próprio domingo a morte cerebral de Senna foi confirmada e o Governo Federal decretou luto oficial de três dias. Desde então, o dia 1º de maio é marcado também por homenagens a um dos maiores pilotos de todos os tempos. Ele receberia outras homenagens póstumas como uma rodovia que, antes, chamava Rodovia Dos Trabalhadores, mas que em sua  homenagem teve o nome alterado.

A outra homenagem é um túnel que tem uma estátua sua, erguida em 1995 pela Prefeitura de São Paulo. O monumento é chamando de “Velocidade, Alma e Emoção”.

Junto com a obra estava a bandeira do Brasil, marca registrada do piloto, que a cada vitória hasteava uma bandeira dentro de seu carro.

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