Experiência SP#6 – Trago Bar

Por Gisele Araújo

Tijolos e cimento aparentes, drinks multicores, cheiros e sabores, garrafas de diferentes formatos e rótulos, cardápio com clássicos e petiscos fresquinhos, uma luz baixa e toda a agitação que um bar tem que ter. Esse é o Trago Bar e a primeira impressão que se tem dele. Bem-vindos!

Situado na rua Souza Lima, 174, na Barra Funda, o espaço permite que você reserve com antecedência a sua mesa (ou os banquinhos no balcão) – o que é um super adianto, já que todos os bares e restaurantes vêm enfrentando restrições com o número de pessoas em função da pandemia e você não corre o risco de dar com a cara na porta com o bar lotado.

Isso significa que no quesito reserva já temos um ponto positivo para o Trago. Chegamos às 20h de sábado, e confirmamos, estava tudo certinho. Ponto para a gente também.

Além da decoração e do tamanho do bar (parece pequeno, mas não é), o que mais nos chamou a atenção foi o trabalho constante dos bartenders: sim, de minuto em minuto, eles estavam ali, preparando com habilidade cirúrgica e detalhada cada drink que era pedido, com seus copos e recipientes específicos, precisamente atentos a cada pequeno item das composições.

Fora que – no quesito observação somos ótimos – constatamos que todos que estavam no bar não bebiam menos que um drink, pelo menos. Isso só nos leva a crer que a coisa é boa. Mais um ponto para o Trago.

No cardápio, encontramos opções de drinks exclusivos do local e releituras de clássicos. Confesso que, ansiosos que somos, já tínhamos visto o cardápio antes e escolhido os primeiros drinks: Manga Rosa (R$ 28) e Penicilin (R$ 35). O primeiro tem um mix de sabores de doce com salgado que só dá pra saber bebendo (mistura sal, pimenta e um suco de manga maravilhoso).

O segundo é mais forte no whisky, para quem prefere uma bebida mais acentuada mesmo. Já o round seguinte de drinks contou com um Tom Collins (R$ 27) – bem leve, quase não se sente o gosto do álcool – e um RIP Maine (R$ 28) que é completamente o oposto: ele leva até absinto!

O Tom Collins em primeiro plano e o RIP Maine mais atrás

Para comer, provamos o Bolovo (R$ 15), que é individual e você pode repartir no meio para uma experiência completa de sabor, e uma porção de croquete de pastrami (R$ 38), que vem com seis unidades e um molhinho delicioso. Comida fresquinha, faz na hora.

O Penicillin ()acima, bolovo, croquete de pastrami e o Manga Rosa

Nisso, inclusive, fomos privilegiados: nossa “mesa” era composta por dois banquinhos altos (altíssimos no meu caso, devido ao fato de eu ser desprovida de muita altura), na beira do balcão, e a gente pode acompanhar toda a movimentação do bar (já disse que gostamos de observar tudo, né?)

Frequentar qualquer espaço fora de casa durante a pandemia e lidar com todas as restrições que ele impõe não é tarefa fácil e exige uma série de cuidados de quem vai e dos donos também.

Nesse quesito, mais um ponto para o Trago: as mesinhas do lado de fora garantiam que os grupos de amigos ficassem juntos, mas longe uns dos outros. No balcão o mesmo: distanciamento social adequado, mas com a possibilidade de provar (e observar, claro) todos os sabores, cores e amores que um sábado à noite pode proporcionar – a ponto de nos deixar com vontade de voltar.

Veja o cardápio!

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