As 1001 utilidades do Brooklin: a fundação da Bombril

Ao falar em lã de aço, qual a primeira coisa que vem à sua cabeça? Bombril, claro, uma das marcas mais populares da nossa história. Tal qual Xerox, Cotonete e Gilette, Bombril virou sinônimo de um dos produtos mais usados nas residências do nosso país.

A trajetória desse produto começou aqui em São Paulo, na região do Brooklin, e teve uma história cheia de altos e baixos, como veremos adiante. Esse curioso episódio tem início em 1948, quando Roberto Sampaio Ferreira recebe como pagamento de uma dívida uma máquina de extração de esponjas de lã de aço, até então um utensílio praticamente inédito no Brasil, devido ao seu alto valor.

A empresa Abrasivos Bombril acabou sendo fundada em 14 de janeiro focando suas atividades na fabricação de lã de aço. O lançamento desse produto revolucionou a vida das donas de casa para sempre porque, além de ser um ótimo polidor, ainda servia para lavar vidros, louças, azulejos, ferragens, etc, recebendo a alcunha de “1001 utilidades”.

O sucesso foi tão grande que, naquele ano, 48 mil unidades foram comercializadas. Na época, o produto era vendido separadamente, não na embalagem que conhecemos hoje e, por essa razão, o Bombril passou a adotar um pequeno selo vermelho, para diferenciar a lã de aço de Roberto Sampaio da concorrência, que começava a olhar “com mais carinho” esse mercado recém-descoberto.

Evolução das embalagens da Bombril

Com o passar dos anos, a Bombril decidiu usar uma caixa de papelão para colocar os produtos, com uma ilustração de uma dona de casa limpando panelas e dando um “Bom Brilho” à peça. A partir de então, o produto passa a se chamar, oficialmente, pelo nome de BOMBRIL.

Entre os anos de 1961 e 1973, a BOMBRIL cresceu de maneira impressionante e passou a incorporar outros empreendimentos, como a Companhia de Produtos Químicos – Fábrica Belém, que detinha as marcas Sapólio e Radium; a indústri ade Lão de Aço Mimosa Ltda, do Rio de Janeiro, em 1972; e a empresa Q’Lustro, que detinha quase 25% do mercado nacional de lã de aço.

Anos depois, em 1978, aconteceu o grande boom da Bombril. Através das mentes de Washington Olivetto e Francesc Petit, da agência DPZ, surge o famoso personagem do Garoto Bombril, estrelado por Carlos Moreno.  A identificação foi instantânea, fazendo com que as vendas disparassem. Com o sucesso estrondoso, a empresa aumentou sua linha de produtos, com o lançamento do Desengordurante Limpa Limo.

Outro produto da empresa: o Sapolio Radium, que existe até os dias de hoje

Em 1981 falece o fundador da Bombril, Roberto Sampaio Ferreira e no ano de 1982, acontece uma grande mudança na marca: ela muda seu nome para Bombril Indústria e Comércio Ltda. No ano seguinte surge o Mon Bijou, um dos amaciantes mais famosos do país, com uma unidade fabril na Bahia.

No ano de 1998 a popularidade da marca foi constatada na pesquisa Top of Mind, realizada pelo Datafolha, como a marca brasileira mais lembrada quando a pergunta era “Qual a primeira marca que vem à cabeça”? A popularidade da marca atinge índices elevados em abril de 2003, quando a versão tradicional do produto alcança a marca de 77 milhões de saquinhos vendidos e, no mês seguinte, bate o recorde com 79 milhões.

Após rodar pelas mãos de vários empresários, incluindo Sergio Cragnotti, controlador da Cirio, em 7 de julho de 2006 a marca voltou às mãos de Ronaldo Sampaio Ferreira, filho do fundador da empresa.

Referências: https://aletp.com.br/2008/07/bombril-historia-da-marca/

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u96013.shtml

http://mundodasmarcas.blogspot.com.br/2006/05/bombril-1001-utilidades.html

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