A Curiosa História do Município de Santo Amaro

A história da região de Santo Amaro, na zona sul, é diretamente ligada ao tamanho da atual cidade de São Paulo. Para entender um pouco dessa afirmação que fiz acima é preciso mergulhar na história da formação da cidade e de seus bairros.

Logo após a fundação de São Paulo, em 1554, os jesuítas que estavam pelo país foram distribuídos, sob as ordens do Padre Manuel da Nóbrega, na Capitania de São Vicente em três locais: São Vicente, São Paulo e Jeribatiba (atual Santo Amaro).

Nessas localidades os religiosos já trabalhavam com a catequese e educação dos índios e crianças mamelucas. José de Anchieta, um dos mais respeitados jesuítas da época, ao visitar a Aldeia de Jeribatiba, percebeu que devido ao alto número de índios catequizados e de colonos instalados por ali, era possível constituir um povoado, ideia que logo foi aprovada pelos moradores.

Para tanto foi erguida uma capela e, João Pais e sua esposa Susana Rodrigues, doaram uma imagem de Santo Amaro para a capela organizada por José de Anchieta. No ano de 1686 a região foi elevada à categoria de freguesia.

Vale a curiosidade de que, no final do Primeiro Reinado, quando Dom Pedro I se casou com Amélia de Leuchtenberg, os primeiros grupos de alemães se juntaram ao povoamento de Santo Amaro e, a partir daí, começam a surgir famosos pontos da região, como o Cemitério da Colônia, em Parelheiros. A região do Bairro do Alto da Boa Vista, aliás, possui características dos alemães até hoje.

Santo Amaro Um Município?

A maior curiosidade da região aconteceu em 1832 quando a região se tornou um município. O fato foi oficializado no dia 7 de abril de 1833. E o tamanho dessa nova cidade era imenso. O município abrangia todo o território que ficava ao sul do Córrego da Traição, hoje em dia canalizado e parte da Avenida dos Bandeirantes, estendendo-se até a Serra do Mar.

Brasão do Município de Santo Amaro.
Brasão do Município de Santo Amaro.

Incluía, ainda, áreas dos municípios como:  Itapecerica da Serra, Embu, Embu-Guaçu, Taboão da Serra, São Lourenço da Serra e Juquitiba, que se separaram em 1877 para a formação do município de Itapecerica da Serra. No ano de 1886 foi inaugurada a linha férrea que ligava São Paulo a Santo Amaro e, na cerimônia, o próprio Imperador Dom Pedro II esteve presente.

Essa linha seguia desde a atual Avenida Liberdade, passando pela Vergueiro, Domingos de Morais, Avenida Jabaquara (trajeto da linha – 1 do Metrô) e passando por trás do Aeroporto de Congonhas. A partir daí ia direto para Santo Amaro. Vale mais uma curiosidade histórica de que, a real autorização para a construção dessa linha férrea, conforme a Lei Provincial 56, de 11 de maio de 1877, previa que ela fizesse a ligação entre São Paulo e o povoado de São Lourenço, atual São Lourenço da Serra.

Quase 40 anos depois, em 1913, essa linha de trem foi substituída por uma linha de bondes que tinha uma pequena modificação: ela desviava da Rua Domingos de Morais para a Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, seguindo pelas regiões de Indianópolis, Campo Belo, Brooklin Paulista e Alto da Boa Vista, dando origem ao que hoje são a Avenida Ibirapuera e a Avenida Vereador José Diniz.

Santa Casa de Santo Amaro em 1936.
Santa Casa de Santo Amaro em 1936.

Paralelamente a esse traçado, a região se desenvolvia. Em 1899 foi inaugurada a Santa Casa de Misericórdia de Santo Amaro e, em 1924, a Igreja Matriz de Santo Amaro, atual Catedral de Santo Amaro. Essa catedral só existe, aliás, porque em 27 de maio de 1989 o Papa João Paulo II criou a Diocese de Santo Amaro, desmembrando a Arquidiocese de São Paulo.

O surgimento do Aeroporto de Congonhas em 1934 foi um dos grandes motivos pelos quais o Decreto Estadual número 6983 foi promulgado em 22 de fevereiro de 1935. Essa manobra servia para extinguir o município de Santo Amaro e incorporá-lo ao município de São Paulo.

Alguns historiadores acreditam que Getúlio Vargas foi obrigado a anexar Santo Amaro devido à revolução de 32. Na ocasião,  o Campo de Marte foi ocupado pelas tropas rebeldes e, para procurar alternativas para o transporte aéreo de SP, Vargas “tomou” o aeroporto de Congonhas. A área do antigo município foi então subdividida nos subdistritos de Santo Amaro, Ibirapuera, Capela do Socorro, e no distrito de Parelheiros.

Visão do Largo Treze em 1920.
Visão do Largo Treze em 1920.

Outro motivo que extinguiu o município tem a ver com uma “vingança” de Vargas. Quando a revolução estourou em São Paulo  a cidade de Santo Amaro estava para comemorar seu centenário e uma grande festa estava sendo organizada. Com os acontecimentos bélicos ocorrendo a festa foi cancelada e, para “piorar”, surgiu em Santo Amaro um dos primeiros batalhões paulistas, a “Companhia Isolada de Santo Amaro”, o que só gerou a ira do ditador.

Mais do que isso, a cidade devia 500 contos ao tesouro do Estado de São Paulo e, também, já possuía em seus domínios a represa Guarapiranga, ponto de interesse para o município de São Paulo que ainda não era autossustentável.

Represa de Guarapiranga em 1936.
Represa de Guarapiranga em 1936.

Alguns movimentos emancipacionistas surgiram entre as décadas de 50 e 70, mas não  conseguiram sensibilizar a população para que Santo Amaro fosse novamente elevado à condição de município. Curiosamente o distrito nunca foi “reorganizado” e um desses exemplos fica por conta da numeração que ainda converge para o centro da antiga cidade e não para o centro de SP.

Confira, abaixo, o decreto que rebaixou o município à condição de distrito.

Decreto Nº 5.983 de 22 de fevereiro de 1935

O Doutor Armando de Salles Oliveira, Interventor Federal no Estado de São Paulo usando das atribuições que lhe são conferidas pelo decreto federal nº 19.398 de 11 de novembro de 1930,

Considerando que dentro do plano geral de urbanismo da cidade de São Paulo, o município de Santo Amaro está destinado a construir um dos seus mais atraentes centros de recreio;

Considerando que para a organização desse plano o Estado tem que auxiliar, diretamente ou por ato da Prefeitura, as finanças de Santo Amaro, tanto que desde já declara extinta sua responsabilidade para com o Tesouro do Estado, proveniente do contrato de 18 de julho de 1931, e que muito onera o seu orçamento e dificulta a sua expansão econômica e cultural;

Considerando que, liquidada essa dívida todas as suas rendas poderão ser aplicadas no seu próprio desenvolvimento;

Considerando ainda que o Estado não só se dispõe a incrementar em Santo Amaro, a construção de hotéis e estabelecimentos balneários que permitam o funcionamento de cassinos, com também já destinou verba para melhorar as estradas de rodagem que servem aquela localidade, facilitando-lhe todos os meios de comunicação, rápida e eficiente com o centro urbano;

Decreta:

Art. 1.º – fica extinto o município de Santo Amaro, cujo território passará a fazer parte do município da Capital, constituindo uma sub-prefeitura, diretamente subordinada à Prefeitura de São Paulo.

Art. 2º – O subprefeito será nomeado pelo Prefeito da Capital com os vencimentos anuais de 24:000$000 (vinte e quatro contos de réis);

Art. 3º – Serão mantidos os direitos dos atuais funcionários da Prefeitura de Santo Amaro, que poderão servir na sub-prefeitura ora, criada, ou ser reaproveitados na Prefeitura da Capital.

Art. 4º – Fica o Tesouro do Estado autorizado a cancelar o adiantamento de 500:000$000 (quinhentos contos de réis); atualmente acrescidos dos juros de 124:658$600 e que foi feito ao município de Santo Amaro em virtude do contrato de 18 de julho de 1931, abrindo-se para esse fim o necessário crédito.

Art. 5º – Este decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Palácio do Governo do Estado de São Paulo, aos 22 de fevereiro de 1935,

ARMANDO DE SALLES OLIVEIRA

Referência: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=778698

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46 comentários em “A Curiosa História do Município de Santo Amaro

  • 12 de fevereiro de 2016 a 14:46
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    O povoado de Santo Amaro foi fundado por parentes meus, familia Escudeiro, desde 1600… (vide registros da Curia Metropolitana) as terras de São Paulo até Santos pertenciam (ainda pertencem) a minha familia, descendente de Antonio Alves Escudeiro e Maria de Jesus, pais de meu bisavô Firmino Alves Escudeiro, e que possuiam as terras onde forma construidas as represas Guarapiranga e Billings, mediante desapropriação da empresa canadense Sao Paulo Light & Power Company, que depois virou Light, depois Eletropaulo, e agora AES, desapropriação paga com cheque do Royal Bank of Canada de 10 mil contos de Reis em 1927, ficando este cheque em poder do “Fiel Depositário do Estado” e atualmente corrigido em uma conta do Banco do Brasil de 1,5 bilhão de dólares, que nossa familia não consegue acessar por impedimentos do judiciario, apesar de já existir ordem judicial para o Banco do Brasil informar o saldo das contas com depositos de desapropriações para a familia Escudeiro e que o Banco do Brasil nunca cumpriu.

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    • 13 de fevereiro de 2016 a 15:46
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      Moro no bairro de Pedreira, sempre tive curiosidade sobre a história de Santo Amaro e a formação de suas duas represas, não imaginava que essas terras eram de propriedade particular e que até hoje a indenização não foi paga. Esse é o nosso Brasil!

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    • 14 de fevereiro de 2016 a 17:56
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      Sou vizinho de uma senhora de sobre nome escudeiro moro na regiao a 46 anos

      Responder
    • 18 de fevereiro de 2016 a 20:45
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      pertenciam e ainda pertencem? hahahaha

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    • 27 de setembro de 2016 a 16:51
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      A origem de Santo Amaro se perde no tempo. Luis Escudeiro: minha 8a. avó também era Escudeiro. Eugenia Reis Rodrigues Escudeiro. Meu trisavô, Ignácio de Oliveira Pires cc. Maria das Dores, tinha grandes extensões de terras no Morumbi, Marginal Pinheiros, Taboão, etc. e ao pesquisar suas histórias, me deparei com os primeiros registros de terras em Santo Amaro que abrangia grande extensão. Durante alguns anos me dediquei à história de Santo Amaro, seus primeiros colonizadores, etc. A genealogia explica toda a história tb. Também tenho registros da venda à Light pelos meus ascendentes – família Pires de Oliveira. Há muita história mesmo; terras vendidas ilegalmente; grilagem de terras, etc. Foi o que restou: a memória de nossos antepassados.

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    • 25 de dezembro de 2016 a 10:38
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      Tomara que nunca se cumpra.
      É muito dinheiro para uma familia só, vocês ficariam brigando entre si pela grana. Melhor assim.

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  • 14 de fevereiro de 2016 a 19:42
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    Sempre dei valor a esta região, moro aqui perto, aproveito Sta Casa que me abriga, me curando, Dr José Luiz do Couto Morais, dando sua contribuição como Médico. Fórum novo STO.AMARO. Casa dos Advogados R Alexandre Dumas. Presidente da Oab Dra Lisandra GGonçalves, Dr Cláudio Schefer ilustríssimo. Q fizeram muito por Sto Amaro.

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  • 23 de fevereiro de 2016 a 20:37
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    Adoro essas Histórias. Voltar ao passado me faz um bem!

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  • 2 de abril de 2016 a 12:33
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    Praticamente nasci em Santo Amaro. fui criado e estudei em escolas públicas: Grupo Escolar Paulo Eiró, Ginásio e Colégio Melvin Jones e fui para PUC SOROCABA fazer medicina. A minha infância e adolescência foram em Santo Amaro na qual voltei e estou há 30 anos. Adoro este bairro. Hoje aos 61 anos, quase 62 continuo amando este bairro. Operei Júlio Guerra. Bem tenho muitas histórias mas prefiro agora não contar, somente desfrutar disto.
    Muito Oigado Santo Amaro !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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    • 15 de julho de 2016 a 12:36
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      boa tarde, doutor. Acredito que tenha estudado com o senhor no Colégio Melvin Jones. Nasci e fui criado na Capela do Socorro – na Av. De Pinedo. Creio que encontrei o senhor no PS da OSEC, quando estava socorrendo um preso. Atualmente sou Investigador de Policia Chefe do DEIC. Meu telefone 2224-0811. Um abração.

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    • 2 de dezembro de 2016 a 21:27
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      Meu avó também estudou no Paulo Eiró, e bem depois eu Estudei lá também, Foi um prazer estudar na mesma escola que meu Avó, Gosto muito de Santo Amaro Inclusive escolhi o Terreno da antiga Prodotti química farmacêutica Ltda. para fazer meu projeto do TCC do curso de Arquitetura. E estou aqui para me aprofundar mais na Historia de Santo Amaro.

      Responder
      • 23 de janeiro de 2017 a 16:47
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        Olá Roger Mendes!

        Eu também faço arquitetura e urbanismo , estou no 9º semestre .
        Estou procurando terrenos para meu TCC , e também achei o terreno bastante interessante para o tema que estou propondo.
        Estou pesquisando informações sobre Prodotti Química Farmacêutica Ltda, e o histórico do terreno, mas não encontrei muitas informações sobre a história.
        Conseguiu achar algum site específico, ou algum livro que fala sobre ?

        Desde já agradeço!
        Muito obrigada!!!

        Atenciosamente,
        Caroline Bastos

        Responder
        • 24 de janeiro de 2017 a 13:19
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          Olá Caroline!

          Não achei nada que falace sobre a Prodotti ou do terreno mas tenho algumas informações que pode ajudar, então pelo que conversei com minha Avó sei que a Prodotti se mudou para o interior nos anos 90, e o terreno ficou abandonado por muito tempo porque o solo ficou contaminado por causa das químicas despejadas ali no solo.
          Assim que decidi que iria usar aquele terreno fui la visitar e fazer o levantamento do arbóreo e demais analises do terreno e pedi para os guardas que cuidam deixarem eu entrar, eles são super legais e deixaram, ai através deles fiquei sabendo que em 2015 o terreno foi comprado por uma construtora, essa construtora foi la e descontaminou o solo e será construído Edifícios de auto padrão no mesmo.

          Disponha, ate mais Caroline

          Roger Mendes

          Responder
          • 25 de janeiro de 2017 a 21:15
            Permalink

            Olá Roger,

            Muito obrigada mesmo !!!
            Já me ajudou bastante 😀

            Tenha boa noite !

          • 25 de janeiro de 2017 a 21:20
            Permalink

            O terreno é bastante grande…

            Tem um trabalhão pela frente !!! Rsss

            Obrigada mais uma vez !

    • 24 de abril de 2017 a 15:08
      Permalink

      Olá eu nasci na cidade de Santo Amaro em 1990 e estou a procura de uma pessoa que gostaria de ter conhecido, você não perderia me ajudar?

      Responder
  • 6 de abril de 2016 a 09:58
    Permalink

    Sou neta do Francisco Salles “Chico Turco” um dos antigos moradores de Sto Amaro Família Salles , o primeiro a instalar o Cine São Francisco que era na Capitão Thiago Luz , meu pai Rubens Salles , fazia os andores para as procissões da Igreja e das Romarias na qual minha tia Salvatina participava , gosto muito da história de Sto Amaro procuro sempre informações,parabéns pelo post.

    Responder
    • 18 de fevereiro de 2017 a 22:30
      Permalink

      Guaciara, sou filha da Ruth neta do Chico Turco,logo meu bisavô.
      Que legal encontrar você e saber mais da família
      Um grande abraço
      Rosa

      Responder
  • 27 de maio de 2016 a 09:29
    Permalink

    Minha família,Rodrigues, é uma das mais antigas. O cemitério co Campo Grande, por exemplo eram terras da minha avó Clementina Rodrigues da Silva, dna Mimi. Gosto muito das histórias do meu povo. Da outra parte da familia, Paschoal, consegui levantar documentação de imigração de Portugal. Se souberem informações agradeço.

    Responder
    • 3 de março de 2017 a 10:53
      Permalink

      Mario Sergio, bom dia.
      Sou sobrinha-neta da Dna Mimi. Meu Avô Materno João Rodrigues Sobrinho era irmão dela. Ele morou conosco até falecer em 1976. À época morávamos em Veleiros – Capela do Socorro.
      Não conheco muito a historia da familia, gostaria de aprofundar. O que descobri é que Tia Mimi tinha um irmão do primeiro casamento da mãe dela que foi prefeiro de Sto Amaro em 1918 Isaías Branco de Araújo.
      Se puder me passe seu email e podemos estudar juntos nossa familia.
      Abraços,
      Maria de Fatima Peixoto Nascimento Rodrigues

      Responder
  • 11 de julho de 2016 a 13:47
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    A família a qual pertenço, os Furtado também são uns dos colonizadores de Santo Amaro.Amo essa terra na qual eu nasci.

    Responder
  • 11 de julho de 2016 a 23:21
    Permalink

    Adoro Santo Amaro, saber sua história é fascinante….Agradeço

    Responder
  • 12 de julho de 2016 a 10:32
    Permalink

    Sou nascido e criado até me casar próximo a represa Billings , gostaria de seber se encontro ou se tem , fotos da região antes de ser criada a Usina de |Piratininga e consequentemente a represa.

    Responder
  • 12 de julho de 2016 a 13:51
    Permalink

    Onde será que foram parar os índios de Santo Amaro, esses sim seriam os verdadeiros donos da terra, mas muito interessante a história.

    Responder
  • 15 de julho de 2016 a 12:34
    Permalink

    Muito interessante este post sobre Santo Amaro, adoraria se nos dias atuais pudesse se tornar novamente município, devido a inúmeros fatores, sendo um deles bem relevante no comentário acima, a inadimplência do estado para com a família proprietária das terras.
    Confesso ainda que moro na região a cerca de 4 anos no entanto me adaptei muito bem, tendo em vista que há tudo que se necessita, além de localização privilegiada referente a grande São Paulo.

    Responder
  • 16 de julho de 2016 a 00:36
    Permalink

    Gostei muito do post. A estação Sto Amaro do Metrô tb tem um painel com a cronologia do bairro que é sensacional. Sou de Parelheiros e gostaria de saber mais sobre meu bairro tb, pois ele tem uma ligação histórica muito íntima com Sto Amaro.

    Responder
  • 5 de agosto de 2016 a 17:05
    Permalink

    Meu nome é Osvaldo Teixeira nasci e fui criado no Bairro da Pedreira em Santo Amaro-SP, estudei muitos anos no Sesi 49 que funcionava, nas dependências da Usina Piratininga, me lembro tanto das professoras, Dona Carmen, Ligia e Dona Terezinha, o Sr.Agostinho, era uma boa época.
    Saudades, agora tenho uma familia e moro em Várzea Grande, no estado de Mato Grosso, lugar bom de se morar.

    Responder
    • 15 de fevereiro de 2017 a 12:13
      Permalink

      Olá Osvaldo
      Vc morou na Vila Aparecida ? Av. Batista Maciel ? tbm estudei no Sesi 49..

      Sou o Nilson…Morei um tempo na rua dos Andradas, travessa da R. Antonio do Campo nos anos 80..

      Responder
  • 4 de setembro de 2016 a 08:46
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    Muito interessante esse post, é muito bom conhecer um pedaço da nossa história.
    Tenho 28 anos e trabalhei alguns deles na área dos transportes, saindo diretamente do centro de São Paulo em direção a Santo Amaro, e é bem evidente que essa região ainda é visto por muitos como sendo uma cidade(o que deveria voltar a ser).
    Quando alguém que mora nessa região passa alguma referência, sempre diz que é na região de Santo Amaro, sendo desde Pedreira a Itapecirica e indo por toda a extensão da zona sul e municípios da região.
    Quando se chega no largo 13, é nítido que ali já foi uma cidade, tem cara de centro e serve mesmo para a região como tal.
    Há algum tempo tinha essa curiosidade, sobre já ter ou não, sido uma cidade.
    Agora já tenho a certeza e penso que deveria voltar a ser, tendo em vista que é um território imenso e tem alguns pontos abandonados pelos governantes, sem falar no desenvolvimente que poderia ter, voltando a crescer como crescia no passado.
    e acho que deveria voltar a

    Responder
  • 27 de setembro de 2016 a 12:15
    Permalink

    Olá ,adorei o post. Gosto muito de história e esta então, sobre o lugar em que nasci e moro até hoje. Minha infância foi maravilhosa mas infelizmente também vivi a deteriorização de Santo Amaro. Quando era criança, foi como crescer numa cidade de interior, todos se conheciam se respeitavam e andavamos livremente pelas ruas mas com o passar de “poucos”anos fomos invadidos por pessoas de fora e Santo Amaro foi “engolida”. Hoje não existe respeito, segurança, liberdade, limpeza e por aí a fora. Balneário, Hotéis !! Pobre represa ! Lugar que era para ser paraíso. Eu ainda tenho boas e lindas lembranças daquela Santo Amaro que já não existe mais. Agora somos mesmo São Paulo. Encontrar um (bota amarela) santamarensse está ficando cada vez mais raro. Áleas sr Escudeiro meu nome é Hessel, família tradicional de Santo Amaro – Parelheiros por parte de avô mas minha avó era Escudeiro e ainda é viva com 102 anos. Minha opinião quanto ao seu post que me pareceu estar interessado em herança, esquece essa dívida, São Paulo (BB) não vai pagar.

    Responder
  • 20 de novembro de 2016 a 13:05
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    gostaria de saber da familia Paulinetti que tinha um sobrado no começo da rua Capitão Tiago Luz ao lado da Telefonia.
    muito obrigado

    Responder
    • 3 de março de 2017 a 10:58
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      Gilberto, bom dia.
      Minha mãe nasceu em Sto Amaro em 1933 e conheceu a familia Paulinetti. Perguntei a ela a pouco e se lembra de que eram varias irmãs, e uma delas se casou com o farmacêutico Jose Diniz. O mesmo que deu nome a Avenida que liga Sto Amaro ao Ibirapuera.
      Voce conseguiu mais informações ?
      Deixo meu email caso consigamos falar mafatnasc@gmail.com
      Abraços
      Fatima Peixoto N. Rodrigues

      Responder
  • 3 de janeiro de 2017 a 11:00
    Permalink

    Bom dia,
    Sou filho da historiadora Maria Helena Petrillo Berardi, que escreveu por duas vezes a história do bairro. Após seu falecimento, tenho visto muitas postagens que aproveitam partes inteiras do material que ela levou a vida para coletar, organizar e publicar,sem o devido crédito… Seria tão simples, quando o fizerem, dizer de onde vêm as informações…
    Curiosidade: A estação Adolfo Pinheiro do metrô está no número 301, que era a casa dos meus avós Paulo Petrillo e Juventina de Souza Cruz (família Salles), em cuja garagem, por mais de 30 anos, funcionou a Casa de Rolamentos Santo Amaro, cujas caixas de “lixo” foram minhas fornecedoras principais de “rolemãs” por toda minha infância!
    Quem quiser, mande um email, que eu ainda tenho alguns volumes que sobraram do 2o livro dela “Santo Amaro Memória e História: da botina amarela ao chapéu de couro”, com história e estórias, “causos” e depoimentos de vários santamarenses. Abraços ao grupo.

    Responder
    • 3 de março de 2017 a 11:05
      Permalink

      Antonio Carlos,

      Adoraria adquirir um exemplar de tão linda obra ! Estou diretamente ligada a Sto Amaro, desde meus primórdios !

      Meus bisavós paternos e maternos nasceram e morreram em Sto. Amaro, idem para meus pais e eu que nasci na decada de 70 na Capela do Socorro e lá me criei (Veleiros). Minha mãe lembrou da família Salles e seu comercio, acabei de mostrar a ela seu post. Ela tem 85 anos hoje mas viveu as décadas de 30 a 60 na Rua Paulo Eiró e tem muita história pra contar !

      Minha bisavó paterna tinha a casa “na cidade” bem em frente a Igreja de Sto Amaro, se chamava Benta Rodrigues. Meu tio-avô foi Prefeito da cidade em 1918 Isaias Branco de Araujo.
      Bem, minha historia está em ambos os lados de família muito ligada ao nosso “Município de Sto Amaro”.

      Se nao for incômodo você poderia passar no meu email seus contatos para que eu possa desfrutar da obra e relembrar ainda mais sobre nossa história. Minha mãe com 85 anos hoje também vai adorar. Gostaria de presenteá-la no seu aniversario dia 3 de abril próximo com este livro.
      Meu contato : mafatnasc@gmail.com
      Muito obrigada.

      Responder
    • 28 de março de 2017 a 23:06
      Permalink

      Adorei seu comentário. Acabei de solicitar as referências bibliográficas do post.

      Como faço para ter acesso ao livro?

      obrigada,

      Fernanda.

      Responder
  • 5 de janeiro de 2017 a 00:37
    Permalink

    Muito interessante. Moro na Vila São José, que era uma vila rural de Santo Amaro, e até os anos 90 meus pais costumavam preencher o endereço como “… Vila São José – Santo Amaro – São Paulo”. Provavelmente foi pelo fato de Santo Amaro ter sido um município…

    Responder
  • 27 de janeiro de 2017 a 18:26
    Permalink

    Um apena que Santo Amaro ficou anos abandonada. O Metrô morreu no Jabaquara, as margens da Represa Billings e Guarapiranga invadidas. Já perceberam como aqui não tem ‘obras’? Não tem viadutos, grandes avenidas. Moro na região da Pedreira e a única grande via de acesso que é a Estrada do Alvarenga está saturada. Fizeram uma duplicação mixuruca pra tapear, mas o povo que vai pra direção de Diadema sofre. Aqui não tem parques, as margens da represa da Rua do Mar Paulista é (propriedade da EMAE) nojenta, cheia de macumbas e abandonada. Todos tem medo de caminhar/correr lá por conta de ladrões e maconheiros (como poucos fazem denúncia para a polícia, não tem policiamento).Tem várias áreas verdes lá que poderiam viram parque, mas nada acontece. Eu nadava na Represa Billings quando era criança (na área da Cibié – hoje Valeo) ! Hoje é um esgoto a céu aberto. O descaso com a história é evidente. Me lembro que passava na parte baixa do Largo 13 de Maio e havia casas antigas, foram todas demolidas.

    Responder
  • 31 de janeiro de 2017 a 22:28
    Permalink

    Boa noite pessoal, muito boa noite!

    Há décadas eu ando obcecado para conseguir uma ou mais fotos da Cia de Veludos Nacional – VELNAC e até hoje eu só consegui uma estampa de um colecionador de anúncios.
    A VELNAC foi construída à Rua Carlos Gomes 797 – Bairro: Santo Amaro – São Paulo – SP.
    E foi lá, com os meus dezessete anos de idade, que eu me tornei funcionário daquela empresa, a qual, deixou de existir nos anos 80 e seu os seus prédios foram demolidos, e cedeu o terreno para construção de um Shopping.
    Tantas saudades deixou aqueles prédios e seus jardins, onde foi o meu primeiro emprego em SP, em 1967… Portanto, até hoje eu guardo na memória aquele período e ressinto de muitas e gratas recordações do lugar, das amizades e, da aprendizagem adquirida.
    Nos anos 60 não era comum o uso de câmeras portáteis…, mas quem sabe alguém que ler essa postagem possua algumas fotos daquela grande Fábrica de Veludos e, queria compartilhar comigo, na minha página do FACEBOOK:
    https://www.facebook.com/antoniocarlos.santos.73307.

    Desde já muito grato!
    Atenciosamente,
    Antônio Carlos Santos

    Responder
  • 14 de fevereiro de 2017 a 15:27
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    Há um grande enigma que cobre a origem dessa vila. Na verdade sempre acreditamos que “Santo Amaro” fosse uma forma equivocada de nos referirmos a “São Mauro”, já que para a Igreja Católica um santo com esse nome, nunca existiu, contudo, quando foram abertos os “Códices Alcobacences”, em Portugal, no começo do século IXX, foi encontrado um texto, do século XIII, assinado por Bernardo de Claraval( São Bernardo), fundador da “Ordem dos Cavaleiros Templários”, contando a viagem de um santo com esse nome (Traduzindo do Francês: Santo Amargo), que teria nascido no Oriente Médio e viajado em busca do Paraíso na Terra. Esse personagem teria conhecido uma mulher que, como Eva, havia sido criada por Deus, no Monte Sinai, permanecido perambulando pelo deserto por 42 anos e que conhecia os segredos do Paraíso Terral. Tal e qual aconteceu com a “Tábua dos 10 Mandamentos”. Ao que parece, para os portugueses que nos colonizaram, que pertenciam a uma ordem de cavalaria, ” A Ordem de Cristo”, que surgiu para absorver os templários sobreviventes, todos os locais onde teria passado esse personagem, receberam seu Nome: Capitania de Santo Amaro, Ilha de Santo Amaro (Guarujá), Vila de Santo Amaro. Em outras palavras; Santo Amargo, para esses cavaleiros era o “Santo Gral e a mulher do texto a Arca da Aliança, tesouros arqueológicos que eles acreditavam estar enterrados por aqui. Por isso a bandeira dessa ordem e o Brasão da Cidade de São Paulo, bem como as velas das caravelas que trouxeram essa gente para cá, têm como símbolo, a “Cruz Templária”

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    • 3 de março de 2017 a 11:15
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      Cassio
      Que historia linda.

      Meu pai falecido há 4 anos se lembrava do “Santo Mauro” pois minha avó morava numa casa de esquina no Largo 13 em frente a Igreja Matriz. Tenho historias de familia desde década de 10, quando meus avós paternos e maternos nasceram no município.
      Vou guardar mais esta história linda nos meus arquivos, realmente o brasão do município é também nosso orgulho.

      Um abraço
      Maria de Fatima Peixoto Nascismento Rodrigues
      mafatnasc@gmail.com

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  • 15 de fevereiro de 2017 a 15:22
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    Também nasci em Santo Amaro. Sou neta da dona Ophelia Guilger Luz, mulher de fibra e que curou inúmeras pessoas através de seus benzimentos, sem cobrar nada de ninguém, grande mulher!!!

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