A tragédia na Sé e a atitude heroica de Francisco Lima

Ponto histórico fundamental para a cidade, a Praça da Sé foi palco de diversas manifestações importantes e belas.

De preces oferecidas ao hidroavião Jahú à protestos silenciosos contra a Ditadura Militar, o local é carimbado como um dos mais importantes da metrópole.

Entretanto, também foi palco de tragédias. A que vamos contar hoje nem tem tanto tempo assim: são 6 anos, mas marcou muita gente que, angustiada, viu um morador de rua dar sua vida por uma refém.

Em setembro de 2015, enquanto uma missa era realizada na Catedral, por volta das 14h10, Elenilza Mariana de Oliveira foi abordada, enquanto rezava, por Luiz Antonio da Silva, que armado. Segundo relatos, o homem em questão fugia da polícia. Não demorou muito para que ele a fizesse refém e toda uma confusão fosse estabelecida.

Há também, outra versão para o caso: a de que os dois, Luiz Antonio da Silva e a vítima, estavam juntos dentro da Catedral e, após uma discussão, Antonio sugeriu que saíssem de lá para conversar melhor e, nas escadarias da Sé, foi onde tudo aconteceu. Vale ressaltar que a versão que foi aceita, tanto para a polícia, quanto para a opinião pública, foi a de que Luiz Antonio estava fugindo da polícia e abordou Elenilza dentro da Catedral. 

Segundo registros do G1, o homem ameaçava a refém com uma arma. Os dois, no topo da escadaria, formavam uma cena que estava prestes a se transformar em uma tragédia. No meio disso tudo, Francisco Lima, um morador de rua se aproximou por trás e avançou contra o criminoso, que abraçava a refém.

Francisco Lima deu sua vida para salvar uma mulher que era feita refém nas escadarias da Catedral da Sé

Ele conseguiu empurrar o suspeito, que pega a arma e atira em Francisco. Em seguida, foi possível ouvir os disparos dos policiais e o criminoso caiu morto.

Elenilza Mariana de Oliveira machucou o olho e a cabeça “por causa da pancada”, já que foi agredida pelo criminoso. Um homem que vendia terços em frente à catedral foi atingido no braço por um tiro de raspão e não precisou de atendimento médico.

Francisco Lima, de 61 anos, foi enterrado no dia 6 de setembro daquele mesmo ano. Onze familiares estiveram presentes na rápida cerimônia, sem velório e parte deles falou com a imprensa, afirmando que o ato do sem-teto foi heroico.

Os parentes que foram ao Cemitério Dom Bosco relataram que Francisco Lima vivia nas ruas do Centro há cerca de 10 anos devido a problemas com bebida. Ele era casado, tinha quatro filhos, passagens pela polícia e dormia em um albergue.

Referênciahttp://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/09/tiroteio-em-frente-catedral-da-se-deixa-dois-mortos-diz-pm.html 

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/09/refem-e-atirador-estavam-rezando-na-se-antes-de-tiroteio-com-dois-mortos.html

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