Uma Homenagem Ao Patrono Do Exército – O Monumento Duque De Caxias

A cidade de São Paulo possui uma diversidade e uma identificação tão grande com o Brasil que, muitas vezes, grandes nomes do nosso país tem estátuas ou homenagens registradas aqui.Um exemplo claro disso é a belíssima estátua do Duque de Caxias, instalada na Praça Princesa Isabel. Este monumento foi construído em homenagem ao patrono do exército brasileiro e originou a maior escultura eqüestre do mundo. O cavalo possui mais de 11 metros de comprimento, equivalente ao tamanho de um ônibus, e a altura do monumento corresponde a um prédio de 10 andares.

O projeto contou com a colaboração da população operária que dou um dia de salário para construção do monumento, que foi produzido nas oficinas do Liceu de Artes e Ofícios, onde em julho de 1950, foi servido um almoço para 50 convidados dentro da barriga do cavalo, estava presente o Governador Ademar de Barros e autoridades da época.

A obra do artista Victor Brecheret seria instalada no Largo do Paissandu (dec. 40), mas o artista contemplava a Praça das Bandeiras no Vale do Anhangabaú (dec. 50). Por fim, a obra foi erguida pela Prefeitura na Praça Princesa Isabel em 25 de agosto de 1960, no dia do soldado.

Mas Quem Foi Duque De Caxias? O Que Ele Fez Pelo Nosso País?

A história contada agora não tem muito a ver com a cidade de São Paulo, mas influenciaria diretamente na formação do país que temos hoje e no reconhecimento da bravura de nosso soldados.

Pouca gente sabe, mas Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, lutou na Guerra do Paraguai com incríveis 65 anos. É sua a famosa frase “Sigam-me os que forem brasileiros”, dita quando nossos soldados não conseguiam passar pela ponte do Ribeirão Itororó, para tomar a estrada para Assunção.

Com a injeção de ânimo dada por Alves de Lima, os brasileiros ultrapassaram a ponte e, no dia 1° de janeiro de 1869, a bandeira do Império Brasileiro tremulou vitoriosa em Assunção, capital do Paraguai. Nascido no dia 25 de agosto de 1803, a carreira militar de Caxias começou cedo, aos cinco anos de idade, quando foi nomeado cadete, seguindo uma tradição familiar de várias gerações. Aos quinze anos, matriculou-se na Real Academia Militar, de onde saiu como tenente para ingressar numa unidade de elite do Exército do Rei.

Veio a Independência e, em 10 de novembro de 1822, coube ao então tenente Luís Alves de Lima e Silva receber, na capela imperial, das mãos do imperador dom Pedro 1°, a bandeira do Império, recém-criada. No ano seguinte, Caxias participou de sua primeira campanha, para pacificar os revoltosos na Bahia, no movimento contra a independência comandado pelo general Madeira de Melo. Em 1825, o então capitão Luís Alves deslocou-se para a campanha da Cisplatina, nos pampas gaúchos, revelando mais uma vez sua competência excepcional e bravura.

Quase dez anos depois, em 1833, casou-se com Ana Luiza de Loreto Carneiro Vianna, na época com dezesseis anos de idade. Com ela teria duas filhas, Luisa de Loreto e Ana de Loreto, e um filho, Luís Alves Jr. Já promovido a tenente-coronel, Caxias rumou à Província do Maranhão para combater os revoltosos do movimento da Balaiada. Tornou-se presidente da Província do Maranhão e comandante geral das forças em operação, num esforço de união civil e militar.

Pelas vitórias, recebeu seu primeiro título de nobreza, o de barão de Caxias, outorgado em 1841. O título faz referência à cidade maranhense de Caxias, palco de batalhas decisivas para a vitória das forças imperiais. Neste mesmo ano, Caxias foi eleito deputado à Assembléia Legislativa pela Província do Maranhão. Em 1842, explodiu a revolução liberal em São Paulo e, a seguir, em Minas Gerais, reprimidas com êxito por Caxias.

O imperador dom Pedro 2°, temeroso de que essa revolta viesse se unir à Farroupilha, em curso no Rio Grande do Sul, nomeou Caxias comandante-chefe do Exército em operações e presidente da Província do Rio Grande do Sul. Em 1º. de março de 1845 foi assinada a paz de Ponche Verde, dando fim à revolta farroupilha ou guerra dos Farrapos. Anos mais tarde, em 1847, o então conde de Caxias tornou-se senador do Império pela Província do Rio Grande do Sul. No plenário do Senado, tornou-se colega de seu pai, o Senador Francisco de Lima e Silva, representante do Rio de Janeiro.

Após um período de relativa calmaria política, Caxias foi nomeado comandante em chefe das forças no Sul, em 1852, por causa das tensões na fronteira do Rio Grande do Sul. Desempenhou com sucesso uma campanha militar contra os ditadores Rosas, da Argentina, e Oribe, do Uruguai. Nesse mesmo ano, tornou-se marquês de Caxias.

Acometido de uma moléstia hepática, Caxias passou uma temporada cuidando da saúde, mas logo voltou a ocupar posições políticas, primeiro como ministro da Guerra, chefe do Gabinete conservador e depois, já com os liberais no poder, como conselheiro de guerra.

Finalmente, em 1866, o chefe militar reconhecido por sua bravura, seus dotes de estrategista e suas virtudes de pacificador, encarou mais uma vez um grande desafio. A posição brasileira na guerra do Paraguai vivia um momento de crise. Caxias, que já havia atuado como conselheiro no começo da guerra assumiu o treinamento e a reorganização das tropas. Instituiu o avanço de flancos gerais, o contorno de trincheiras e o uso de balões cativos para espionagem.

Sucedeu-se uma série de batalhas vitoriosas. Finalmente, depois da célebre batalha de Itororó seguiu-se a campanha final, a Dezembrada. Foi sua última vitória. Retornando ao Rio de Janeiro, Caxias recebeu o título de duque, tornando-se o único brasileiro a merecer esta honraria. Voltou a participar ativamente da vida política, como conselheiro de Estado, presidente do conselho e ministro de Guerra, até retirar-se, por motivos de saúde, para a fazenda de Santa Mônica, em 1878, onde morreu.

O duque de Caxias tornou-se patrono do Exército Brasileiro, por decreto federal de 1962.

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