Uma homenagem à Ilhabela: a história da Vila Formosa

O resgate de hoje fica por conta da aconchegante Vila Formosa. Localizada, segundo a prefeitura, na região sudeste da cidade, o local tem sua origem entre os séculos XVII e XVIII. Por ali havia um grande lote de terra que pertenceu ao explorador português Brás Cubas e que, posteriormente, foram ocupadas por sitiantes.

Entre os anos de 1885 e 1911, o local ficou conhecido como Sítio Casa Grande, uma homenagem á família que comprara o espaço e vivia por lá. O patriarca da família chamava João Casa Grande que, depois de alguns anos, decidiu vender a propriedade para uma família libanesa, os Jacob. 

Assim, o loteamento que daria origem ao bairro e ao distrito de Vila Formosa começou em 1920 e foi feito pela Companhia Melhoramentos do Braz. Durante 20 anos, esse empresa vendeu e atendeu interessados em morar por ali.

No começo, o bairro era todo em terra batida e só tinha a Rua Um, atua Eduardo Cotching. A partir dessa via, algumas travessas foram surgindo e o crescimento do bairro, de fato, começou. Devido às condições naturais, várias olarias apareceram por lá, a exemplo do que acontecia no Tatuapé. 

Vila Formosa em 1940

Vale o curioso destaque de que o nome Vila Formosa foi ideia de Miguel Jacob, em homenagem ao antigo nome da Ilhabela. Essa nomenclatura foi oficializada em 1923. Apesar do crescimento ser constante, ainda era pequeno e, para acelerar o processo, a Companhia Melhoramentos do Braz dava 30 mil tijolos a todo comprador. Um estímulo ao povoamento da região. 

Até 1950 o local era “evitado” pelas pessoas. Há registro de que um lixão a céu aberto tomara conta do lugar o que fazia com que a Vila Formosa fosse preterida por outros bairros. Entretanto, com a construção de e modernização de vários equipamentos, o local engrenou. A igreja Nossa Senhora do Sagrado Coração, a padroeira do bairro, fica no topo de uma colina. Sua torre tem 51 metros de altura, 12 colunas e um carrilhão de 47 sinos de bronze e quase sete toneladas. O atual prédio começou a ser construído em 1946 e só foi inaugurado quatro anos depois.

A Avenida Regente Feijó entre os anos 40 e 50

Lá dentro, a imagem da santa mede dois metros e trinta centímetros e foi entalhada em madeira. Ela pertenceu ao externato Nossa Senhora Auxiliadora, no Belém, e foi levada para a Vila Formosa em 1948. O maior cemitério da América Latina foi construído na Vila Formosa em 1949. Ele tem uma área 780 mil metros quadrados (a metade do parque do Ibirapuera). 

Inauguração do Carrilhão dos 47 sinos na torre do Santuário, em 29/4/1951

O bairro, atualmente, é um agradável local de moradia, com toda estrutura que a cidade tem a oferecer. Há expectativa da chegada de uma estação de Metrô para o bairro, o que melhoraria de sobremaneira o deslocamento da população local.

O Santuário em construção em 1946, na esquina das Avenidas Renata e João XXII.

Link de referênciahttps://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/bibliotecas/bibliotecas_bairro/bibliotecas_m_z/paulosetubal/index.php?p=5068

https://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,-a-historia-da-vila-formosa,1804533

4 thoughts on “Uma homenagem à Ilhabela: a história da Vila Formosa

  • 13 de setembro de 2021 em 21:49
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    Nossa é muito bom conhecer um pouco mais do bairro onde moro,parabéns…..

    Márcia Andrioli

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    • 15 de setembro de 2021 em 17:13
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      Lindas estórias que Eu näo conhecia

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    • 21 de setembro de 2021 em 11:04
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      O lado esquerdo da Avenida Eduardo Cotching sentido bairro era brejo que foi aterrado. Em 1966 as ruas ainda eram de terra com esgoto a céu aberto. Quando você andava nas ruas era como andar sobre um colchão de água.

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  • 15 de setembro de 2021 em 02:55
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    morei no bairro da Agua Rasa, que fica proximo, as crianças naquela epoca tinham receio desse lugar devido ao cemiterio, que diziam ter inumeros tatus que comiam os cadaveres.

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